
Olá!
Tabus mil pairam sobre esse malfadado 13. Sobretudo quando desafortunado numeral recai numa sexta-feira como hoje. Aí é ver gato preto e correr para o banho de sal grosso, corre-se tal o demo da cruz quando se vê uma escadinha inocente no canto. Passar por debaixo dela? Deus o livre, sangue de Cristo tem poder!! Só com arruda atrás da orelha, e isso para os realmente valentes.
Bom, tudo são supertições... e quem não as têm? E para quebrar um pouco o encanto dessa sexta-feira (que, como dizia um locutor de rádio lá da minha terra, é "dia internacional das armações"), despejo aqui um poeminha, um bafejo de luz sobre o breu dessa sexta-feira 13:
MEMÓRIA
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
(Carlos Drummond de Andrade)
Do Jorge.
P.S.: não façam como o desavisado que me corrigiu, dizendo que "olvido" é um com u. O órgão responsável pela audição sim. Esse olvido quer dizer "esquecido". É um "espanholismo" do Drummond (olvidar = esquecer).
Nenhum comentário:
Postar um comentário