
Olá!
O dia está assim estranho, nem quente, nem frio. Nem sol, nem chuva. Uma manta chata de fumaça e nublado no céu lá fora. É de deixar qualquer cristão irritado. Fico pateta, andando pela casa, à procura - do quê? Paro ante a estante, à guisa de consolo, talvez algum oráculo resolva o enigma deste dia, tal o I-Ching.
E vejam só a resposta que me vem, desta vez através da sempre iluminada lira drummondiana:
A PALAVRA MÁGICA
Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida,
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.
(Carlos Drummond de Andrade, "Discurso de primavera e algumas sombras", p. 109)
Não é de salvar o domingo de qualquer um? Milagre não sei se é, mas acabo de olhar pela janela: o sol acaba de abrir, em amarelo vivíssimo...
Do Jorge.
5 comentários:
Jorge...
Drummond...
salva o dia...
com suas palavras...
beijos
Leca
E como salva, Leca!
Drummond é um bálsamo.
Num domingo então,
ela fica luminoso.
Beijocas,
Do Jorge.
Como a Leca disse, Drummond salva msmo o dia.
Jorge, algum email pra contato?
bj
Meu e-mail é jorgeverly@uol.com.br
Abração,
Do Jorge.
Flutuei até aqui para...
agradecer...
a sua presença...
em meu Nat King Cole...
Beijos...musicais...
Leca
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